
No passado ter um computador pessoal em
casa era um privilégio de poucos que podiam pagar por isso. Atualmente, a
tecnologia da informação tem ficado cada vez mais acessível a todos e evoluindo
rapidamente entre uma solução e outra. A utilização de meios computacionais
para solucionar problemas domésticos ou de pequenas empresas tem se tornado
cada vez mais presente na vida de milhões de usuários, pois o preço pago em
equipamentos tem caído vertiginosamente, até o governo tem ajudado com
incentivos fiscais, a inclusão digital, possibilitando a diminuição do
"analfabetismo digital". No entanto, ainda existe um mundo onde
pessoas de baixa renda não podem ter acesso a esse tipo de tecnologia, por mais
baratas que sejam. Há também aquelas pessoas que mesmo com poder aquisitivo
maior não se aventuram no universo digital e online por sua idade. A falta de
educadores competentes e pacientes que saibam usar analogias com o cotidiano
desta faixa etária capaz de entrar, por meio da neurolinguística e psicologia,
no universo comum deste seguimento social e assim ser mais eficiente no ensino.
A experiência médica como discente, maior que quatro anos, do responsável por
conduzir este projeto e consequente participação, durante o curso de medicina,
nas cadeiras de Psiquiatria Clínica e Psicologia Médica, o torna, um pouco
mais, conhecedor dos processos mentais que regem a psique, semântica e cognição
que são de suma importância no processo pedagógico. É importante também observar
que um projeto de inclusão digital torna-se equivalente a um projeto de
inclusão social, pois ao apresentar a população um leque que possibilite um
melhor aprendizado com mais agilidade, flexibilidade, disponibilidade e
segurança, essas pessoas tornar-se-ão cidadãos mais conscientes e preparadas
para competir como iguais em um mundo capitalista. Além, é claro, da simples alegria
do saber em operar eficientemente um sistema computacional, no trabalho ou em
casa para fim de estudo, pesquisa, comunicação, entretenimento, lazer e
diversão.